Já era tarde da noite, mas mesmo assim as duas amigas continuavam fofocando sobre a vida. Namorados, amigos que não vêem há algum tempo, família...as duas já estavam prontas para dormir, mas não tinham sono. A Tv ligada no jogo de futebol era um mero detalhe, afinal, com tantos assuntos interessantes, quem ia prestar atenção? Fora que a partida estava um tanto quanto morna. Nada acontecia de emocionante.
No auge da conversa, diria até que no clímax da história, ouve-se o som daquelas musiquinhas de amor, vindo do celular de Júlia. Ela atende seu namorado e ficam durante alguns minutos conversando. O papo meloso – natural de casais apaixonados – só é interrompido quando a menina grita goool. O namorado, que não é tão fã assim de futebol, leva um susto do outro lado da linha e reclama que Júlia não estava prestando atenção no que ele falava, e sim no jogo. A menina, apaixonada por futebol, desconversa tentando consertar a situação, já que realmente não prestara atenção em nenhuma palavra dita pelo namorado.
O assunto preferido pelos milhões de brasileiros era praticamente proibido nas conversas do casal. Rodrigo não aceitava o fato da namorada gostar de futebol e trabalhar com isso. Morria de ciúmes, pois Júlia era jornalista. Quando não estavam juntos, a menina se deliciava com as partidas e fazia com paixão suas crônicas e matérias. Naquela noite, assim como a fofoca, a conversa no telefone acabou de repente. Júlia desligou o celular, e percebendo que a amiga havia dormido, aumentou o volume da televisão e terminou de assistir o jogo. Pensou como era injusta a vida da mulher no meio esportivo. Já tinha perdido inúmeras chances de emprego por isso, e não achava justo ter que conviver também com o preconceito do próprio namorado. Por um instante quis escrever sobre aquela partida e ter, nem que fosse por um dia, o reconhecimento do seu trabalho por aquele que ela ama. Mas cansada, acabou adormecendo e acordou no dia seguinte pronta para mais uma batalha: ter que provar para o mundo que mulher entende e pode trabalhar com futebol.
No auge da conversa, diria até que no clímax da história, ouve-se o som daquelas musiquinhas de amor, vindo do celular de Júlia. Ela atende seu namorado e ficam durante alguns minutos conversando. O papo meloso – natural de casais apaixonados – só é interrompido quando a menina grita goool. O namorado, que não é tão fã assim de futebol, leva um susto do outro lado da linha e reclama que Júlia não estava prestando atenção no que ele falava, e sim no jogo. A menina, apaixonada por futebol, desconversa tentando consertar a situação, já que realmente não prestara atenção em nenhuma palavra dita pelo namorado.
O assunto preferido pelos milhões de brasileiros era praticamente proibido nas conversas do casal. Rodrigo não aceitava o fato da namorada gostar de futebol e trabalhar com isso. Morria de ciúmes, pois Júlia era jornalista. Quando não estavam juntos, a menina se deliciava com as partidas e fazia com paixão suas crônicas e matérias. Naquela noite, assim como a fofoca, a conversa no telefone acabou de repente. Júlia desligou o celular, e percebendo que a amiga havia dormido, aumentou o volume da televisão e terminou de assistir o jogo. Pensou como era injusta a vida da mulher no meio esportivo. Já tinha perdido inúmeras chances de emprego por isso, e não achava justo ter que conviver também com o preconceito do próprio namorado. Por um instante quis escrever sobre aquela partida e ter, nem que fosse por um dia, o reconhecimento do seu trabalho por aquele que ela ama. Mas cansada, acabou adormecendo e acordou no dia seguinte pronta para mais uma batalha: ter que provar para o mundo que mulher entende e pode trabalhar com futebol.
